Dia de celebrar


São 02:59 e eu tô chateada comigo mesma porque perdi a hora de ligar para ela e ser a primeira a dizer parabéns e abusar de sua caduquice :P
Terminei o trabalho e aí comecei a fazer o de sempre: procurar uma foto nossa para colocar no perfil. Péssima ideia. É madrugada e já dizia a mãe do Ted Mosby, nada de bom acontece após as 2 da manhã. Dito e feito. Visualizei nossas ultimas fotos antes de eu partir, e foi inevitável conter as lágrimas. Percebi que em todas as fotos estou com os cabelos coloridos e, poxa, já faz 6 meses que eu pintei o cabelo. 11 meses que não estamos perto. Uma eternidade que é o que parece no fim das contas. E olha que só olhei fotos do ano passado. 
No meio delas tem fotos nossa na Saraiva, dos dias que iamos sem um tostão no bolso, mas desejando todos os livros possíveis e admiráveis. No dia que eu coloquei piercing no nariz e ela no trágus (e hoje eu também estou sem o piercing). No dia em que fomos para a praia, nosso lugar preferido para conversar, contar os problemas e sonhar. Do ano novo, em que planejamos mil coisas, não deu nada certo, mas ainda assim conseguimos sorrir e celebrar juntos na casa de May. Das nossas centenas de piadas internas. Da formatura, da de May e finalmente da minha. Dos shows que fomos, dançamos muito, inclusive a dança do pato (que saudade da dança do pato!). De ir à sorveteria em dia de chuva e pedir um belo tropical cheio de confete. A lista lembranças é tão grande :'(
Ao mesmo tempo que vejo essas fotos, em minha mente passa um filme, foi justo em seu aniversário que começamos a conversar, então além de celebrar sua vida, celebro também 8 anos de uma amizade que não tenho medo de usar a frase "para sempre". Olhando para trás eu vejo tantas fases que passamos. As mudanças de cabelo (acho que foram as maiores), de estilo, de pensamentos e idealizações. Crescemos tanto nesse meio tempo, mudamos em muitos aspectos, mas nossa amizade é tipo vinho, quanto mais velho melhor. Hoje é mais difícil ficar até as 02:02  batendo papo no celular, ou amanhecer o dia tirando fotos, assistindo ou conversando pessoalmente como fazíamos sempre... Mas graças a Deus, isso não consegue mudar o amor que temos.
Outro dia assistindo "Já sinto saudades" eu chorei litros. Em muitas cenas eu lembrei da nossa amizade. Do quanto em cada fase, boa ou ruim, conquistas  ou derrotas, ela sempre esteve ao meu lado. Porque quando eu tenho algo que não consigo falar em voz alta, posso recorrer a ela para desabafar. Porque eu sei que ela largaria tudo para me socorrer se assim fosse necessário. Porque eu faria o mesmo por ela, sem pestanejar. Porque ela conhece meus piores defeitos e ainda assim continuou a ser minha melhor amiga. (BEST :P) Porque amizade depois de 5 anos é para a vida toda. Porque ela é minha madrinha e vai ser tia dos meus filhos. Porque eu sonho com um futuro de nossas famílias juntas num almoço num domingo a tarde: Ana e Isabel brincando e sendo tão amigas quanto nós somos. 
Enfim, tudo isso é só para lembrá-la que apesar da distância, da diminuição na frequência das ligações, dela não atender quando eu ligo, dela ligar e eu não ver, tem um lugar em meu coração reservado para ela, que ninguém jamais poderá ocupar.

Te amo, fêa, vaca, amiga irmã mais abelhuda de todas! Feliz seu dia! Feliz você, Feliz 8 anos da mais bela amizade que Deus poderia me dar.


Queria voltar no tempo

Foto by Joillyanne

Queria que alguém me dissesse que alisar o cabelo não me tornava mais bonita ou aceitável. Que eu não precisava daquilo. Queria que me dissessem que eu iria me arrepender, pois pior que ter um cabelo que "dá trabalho" ao pentear, era ser uma "dependente química" tão cedo. Químicas essas, muito agressivas, que creio que podemos ter como ferramenta de tortura do tempo atual, disfarçadas de produto de beleza.

Queria voltar no tempo para saber cuidar dos meus longos cabelos, assim não teria que cortar tão curto  para retirar as partes tão mal tratadas pelos inúmeros processos que fiz durante  12 anos de minha vida. Queria que alguém do futuro me dissesse que o volume que eu tanto temia, hoje é o que eu mais acho bonito e que eu detesto quando lavo o cabelo e ele fica "murchinho".

Queria também que existisse essas bonecas pretas e cacheadas que existem hoje. Talvez assim eu amaria desde cedo minha cor e meu cabelo e até tivesse gostado mais de bonecas na infância (sim, porque não me lembro de gostar muito delas. Afinal, como poderia chamar de filha, tal como as pequenas fazem, um objeto tão diferente de mim?)

Queria que me ensinassem os inúmeros penteados que hoje eu consigo fazer. Queria ter mais exemplos perto de mim, assim como espero ser para as pequenas de hoje. Sofro em ver garotinhas que tão novas já negam seus cabelos em detrimento do que está estampado nas revistas, novelas e afins.

Queria que tivesse muitas pretas emponderadas, amando seus blacks, afropuffs, tranças, turbantes e lenços tal como é hoje. Talvez assim nunca teria passado pela minha cabeça ser um grama diferente do que sou.

Já que ontem não pude, minha esperança é que no mundo da minha futura cabeludinha ou cabeludinho, haverá exemplos o bastante para eles seguirem, sem se definirem como melhores, mas que também nunca se achem inferiores por sua cor, cabelo ou qualquer característica distinta.

Sonhar no plural


Ainda me lembro da época em que eu separava: esse serve para ser amigo, esse poderia ser namorado. Ignorância a minha achar que não podia ter as duas coisas numa só pessoa. 

Então fui aprendendo que um ombro para chorar, conselhos, alguém em quem confiar eram características mais que necessárias durante a vida. Percebi que se ficasse com alguém que não estivesse disposto a me suportar nos piores dias de TPM e aturar minhas criancices sem deixar de me gostar, não iria ser fácil.

Ainda bem que percebi a tempo que acrescentar uma nova forma de amar, não iria estragar a amizade, mas aperfeiçoá-la ainda mais.

Li certa vez: quem sonha sozinho, se decepciona, quem sonha junto, realiza, mesmo assim, por muito tempo eu sonhei um amor, um futuro, mas "sonhei" sozinha. Ou por mim e por outra pessoa que não buscava sonhar comigo. Ai veio a decepção. E quando o amor chegou eu custei a acreditar. Não me deixei levar logo de cara. Fechava os olhos mas não descansava. Mas um dia dei um basta em todo medo e desilusão. 

E ele me ensinou a sonhar no plural. Nós vamos, nós queremos, nós conseguiremos, nós faremos. E no início, devo confessar, tive certa dificuldade de assim falar. Mas aos poucos isso se tornou natural, e então foi bem mais fácil sonhar mais alto. Deus, ele e eu. Um triângulo amoroso que recomendo para todos que querem sonhar para realizar.

Alguns sonhos para o agora, outros só para depois. Deus deu muitos sonhos para nós dois. Sonhos de ir, fazer, estar. Sonhos que eu acredito que vamos realizar. Pois "Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade." (Eclesiastes 4:12)

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