Para quando minha Maddu crescer

08:19:00


A primeira vez que te vi, me segurei. Queria ir até a sua mamãe e acariciar-lhe a barriga, mas eu não podia, sua existência ainda era segredo e ela já me olhava com a cara de: "não faça isso!" toda vez que eu me aproximava e mensurava estender as mãos. Mas depois todos ficaram sabendo e se tornou ritual te fazer um carinho toda vez que a encontrava. Desde o ventre eu já te amava tanto mesmo que nem sempre eu soubesse demonstrar (sua mamãe reclamava que eu fazia carinho muito forte) mas isso tudo sempre foi com ótimas intenções afinal, eu queria que você sentisse muito carinho :P

Passou um tempinho e você nasceu, porém eu já estava longe e meu sono (que é muito grande e que sua mãe com certeza saberá lhe contar melhor depois) não deixou acompanhar toda ódisseia que foi seu parto. De longe fiquei eu: aflita, preocupada, com medo, ansiosa, super feliz, preocupada de novo, mais feliz ainda. Coisa de tia, que embora não fosse de primeira viagem, nunca tinha tido tanta emoção assim com a chegada de uma sobrinha. Então sua vovó enviou fotos suas e te vi tão novinha, cara de joelho (um joelho muito do bonito, deixe te dizer) porém era apenas uma foto e eu queria mais e então seu vovô, que ama tecnologias e que com certeza vai te puxar para ver todas as coisas legais que ele tem em breve, mandou alguns vídeos seus, e me senti tão feliz ao te ver tão perfeita ainda que tão pequena e do jeito que eu tenho medo de segurar.

O tempo já passou voando e você já está grande e linda! Sua mamãe mandou uma foto sua com o seu primeiro all star que eu lhe dei. E eu fiquei toda boba, nem preciso dizer, imaginando que você ainda terá muito all star pela frente. Sim, sua tia também tem planos para a sua vida: perpetuar o uso de all star com suas roupas super descoladas, que inicialmente são escolhidas pela sua mãe, mas que com certeza serão muito bem escolhidas por você depois, afinal ter bom gosto está em seu sangue.

Outro dia, eu estava na aula, e comecei a perceber que nunca imaginei que fosse possível sentir tanta saudade assim de alguém que eu nunca vi pessoalmente. Alguém cuja voz (nesse caso, o choro) eu nunca ouvi, que nunca senti o cheiro de neném (um dos melhores do mundo), que nunca recebi uma golfada (ok, essa parte eu até fico feliz rs). Mas então pensei que talvez seja parte do amor que tenho por sua família, transferido para você. Ou a amizade/irmandade que tenho com sua  mãe que passou por indução, esse amor que lhe tenho. Não sei, tudo que sei é que tenho contando os meses, em breve as semanas, depois com certeza os dias para lhe encontrar e te pegar no colo pela primeira vez. 

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1 comentários

  1. Que lindo isso!! Esse amor de tia/dinda é muito especial! ♥

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